Este é mais um belo exemplar do design italiano. Ainda por cima, tem o dom de agradar tanto a homens como a mulheres, uma característica rara para um automóvel com genes desportivos.



A herança é clara, o MiTo vai beber inspiração ao Alfa Romeo de todos os sonhos, o inatingível superdesportivo 8C Competizione.



No interior, nota-se o esforço da marca italiana para criar um produto diferente, requintado e capaz de concorrer, por exemplo, com o Mini by BMW. Os materiais e a montagem parecem cumprir esse objectivo, com o painel de bordo e as portas revestidas com um material agradável ao toque, e imitando a fibra de carbono.



Na dianteira, há dois bons bancos, com suporte lateral correcto, e espaço suficiente para condutor e pendura. Na traseira, cabem duas pessoas, mas sem grande folga. Torna-se claro que as opções dos estilistas acabaram por estragar uma das principais características da plataforma do Grande Punto, o espaço interior.



A Alfa Romeo anuncia uma nova solução técnica para limitar os movimentos da carroçaria em curva, uma pequena mola no interior de cada amortecedor que limita a extensão. Na prática, o MiTo é alérgico a maus pisos, com a suspensão a queixar-se cedo demais, transmitindo vibrações para o interior. Tirando essa mancha no conforto, o MiTo gosta de curvas e porta-se bem, com uma electrónica pouco castradora.



As características felinas deste pequeno Alfa Romeo tornam-se mais claras ao toque de um botão. O comando DNA, junto à caixa, transfigura a direcção, a gestão electrónica (resposta ao acelerador), e o controlo de estabilidade do Mito. Há três modos: Dynamic, Normal e All-weather.



O 1.6 JTD de 120 cavalos deste MiTo cedido à TSF é animado a subir de rotação, mas pouco poupado nos consumos, andando sempre muito perto dos 8 litros para cada 100 km.



A Alfa Romeo anuncia um consumo médio bem mais simpático, de 4,8 l/100km; uma velocidade máxima de 215 km/h, e uma aceleração de 8’’ dos 0 aos 100 km/h.